{"id":1074,"date":"2013-02-28T00:21:21","date_gmt":"2013-02-27T23:21:21","guid":{"rendered":"http:\/\/brodypaetau.com\/?page_id=1074"},"modified":"2022-08-18T10:55:36","modified_gmt":"2022-08-18T09:55:36","slug":"cordel_expo","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/old.brodypaetau.com\/de\/recent-works\/cordel_expo","title":{"rendered":"Cordel da Arte Contempor\u00a2nea Brasileira (2012)"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<h3><strong>Cordel da Arte Contempor\u00a2nea Brasileira<\/strong><\/h3>\n<h2>O artista finlandes Kristofer Paetau lana o convite ao cordelista Isael de Carvalho, e apresenta-nos, atravs da rima popular, os elementos da &#8222;fam\u00adlia&#8220; da arte contempor\u00a2nea brasileira: desde Lygia Clark a me experimental at ao Neto (Ernesto) bem sucedido. A narrativa  cantada pelo repentista Miguel Bezerra no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, cruzando culturas que nos habituamos a ver separadas.<\/h2>\n<h3><a href=\"http:\/\/old.brodypaetau.com\/downloads\/\/2013\/02\/Montagem_expo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Expo Cordel da Arte Contempor\u00a2nea Brasileira de Kristofer Paetau, Sergio Porto 2012\" src=\"http:\/\/old.brodypaetau.com\/downloads\/\/2013\/02\/Montagem_expo.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"840\" \/><\/a><\/h3>\n<h3><strong><br \/>\nBaixar:<\/strong><\/h3>\n<h2><a title=\"Cordel da Arte Contempor\u00a2nea Brasileira em formato PDF\" href=\"http:\/\/old.brodypaetau.com\/downloads\/\/2013\/02\/cordel_web.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"text-decoration: underline; color: #3366ff;\">O Cordel em formato PDF<\/span><\/a>\u00a0 ( existe tambm em formato <span style=\"text-decoration: underline; color: #3366ff;\"><a title=\"Formato Kindle no Amazon\" href=\"http:\/\/www.amazon.com.br\/Cordel-Contempor%C3%A2nea-Brasileira-Literatura-ebook\/dp\/B00BDBRBPW\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"color: #3366ff; text-decoration: underline;\">Kindle no Amazon<\/span><\/a><\/span> e <span style=\"text-decoration: underline; color: #3366ff;\"><a title=\"Formato ePub no Kobo\" href=\"http:\/\/ptbr.kobobooks.com\/ebook\/Cordel-da-Arte-Contempor%C3%A2nea-Brasileira\/book-7TFUL940cEqo3zYC1xxAxQ\/page1.html?s=NzPFGW_NXEib5AhfwLS4nw&amp;r=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"color: #3366ff; text-decoration: underline;\">ePub no Kobo<\/span><\/a><\/span> e na sua loja iTunes )<\/h2>\n<h2><a title=\"A msica do Cordel da Arte Contempor\u00a2nea Brasileira em formato MP3\" href=\"http:\/\/old.brodypaetau.com\/downloads\/\/2013\/02\/Cordel.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><span style=\"color: #3366ff; text-decoration: underline;\">A msica do Cordel em formato MP3<\/span><\/span><\/a><\/h2>\n<h2><a title=\"O v\u00addeo do repentista no MAM Rio de Janeiro em formato MP4 - Quicktime\" href=\"http:\/\/old.brodypaetau.com\/downloads\/videos\/cordel_web.mp4\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><span style=\"color: #3366ff; text-decoration: underline;\">O\u00a0v\u00addeo do repentista no MAM Rio de Janeiro em formato MP4 &#8211; Quicktime<\/span><\/span><\/a><\/h2>\n<h2><a title=\"O v\u00addeo do repentista no MAM Rio de Janeiro em formato WMV - Windows\" href=\"http:\/\/old.brodypaetau.com\/downloads\/videos\/cordel_web.wmv\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><span style=\"color: #3366ff; text-decoration: underline;\">O\u00a0v\u00addeo do repentista no MAM Rio de Janeiro em formato WMV &#8211; Windows<\/span><\/span><\/a><\/h2>\n<h2>[pro-player width=&#8217;800&#8242; height=&#8217;450&#8242; type=&#8217;video&#8216; image=&#8217;http:\/\/old.brodypaetau.com\/downloads\/\/2013\/02\/Cordel_Still_web.jpg&#8216;]http:\/\/old.brodypaetau.com\/downloads\/videos\/cordel_web.flv [\/pro-player]<\/h2>\n<h3><\/h3>\n<h3><strong>Contedo do Cordel da Arte Contempor\u00a2nea Brasileira:<\/strong><\/h3>\n<h2>Introduo: poticas poticos<br \/>\nLygia Clark: a me experimental<br \/>\nHlio Oiticica: o pai herico<br \/>\nNelson Leirner: o padrinho pop<br \/>\nArtur Barrio: o filho adotivo<br \/>\nCildo Meireles: o filho prdigo<br \/>\nTunga: o filho querido aguerrido<br \/>\nErnesto Saboia: o Neto bem sucedido<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Sobre a literatura de cordel:<\/strong><\/h3>\n<h2>A &#8222;Literatura de cordel&#8220; tambm conhecida no Brasil como &#8222;folheto&#8220;,  um gnero liter\u00a1rio popular escrito frequentemente na forma rimada, originado em relatos orais e depois impresso em folhetos. Remonta ao sculo XVI, quando o Renascimento popularizou a impresso de relatos orais, e mantm-se uma forma liter\u00a1ria popular no Brasil. O nome tem origem na forma como tradicionalmente os folhetos eram expostos para venda, pendurados em cordas, cordis ou barbantes em Portugal. No Nordeste do Brasil o nome foi herdado, mas a tradio do barbante no se perpetuou: o folheto brasileiro pode ou no estar exposto em barbantes. Alguns poemas so ilustrados com xilogravuras, tambm usadas nas capas. As estrofes mais comuns so as de dez, oito ou seis versos. Os autores, ou cordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, como tambm fazem leituras ou declama\u00b5es muito empolgadas e animadas para conquistar os poss\u00adveis compradores. Para reunir os expoentes deste gnero liter\u00a1rio t\u00adpico do Brasil, foi fundada em 1988 a Academia Brasileira de Literatura de Cordel, com sede no Rio de Janeiro.<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Sobre o projeto de Kristofer Paetau:<\/strong><\/h3>\n<h2>Aps o incndio de 1978 que destruiu boa parte das instala\u00b5es e do acervo do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-Rio), o cr\u00adtico de arte M\u00a1rio Pedrosa imaginou o Museu das Origens, que segundo ele, deveria ser composto por cinco museus interligados: Museu do ndio, Museu de Arte Virgem (Inconsciente),\u00a0 Museu de Arte Moderna, Museu de Arte Negra e Museu de Artes Populares.<br \/>\nTratava-se, no final dos anos 70, de realizar um acerto histrico que a arte moderna no Brasil at ento no fizera nos seus museus, e que passava por incorporar as margens e as periferias enquanto estticas de corpo inteiro, na narrativa da arte moderna. Esta releitura foi fundamental para a derrocada da disciplina da Histria tal como tradicionalmente a conhecemos, abrindo caminho \u00a0 multiplicidade de discursos fragmentados que traduzem a nossa experincia contempor\u00a2nea.<br \/>\nSe a proposta de Pedrosa tivesse sido realizada, hoje ao subirmos as belas escadarias do MAM-Rio projetadas pelo arquiteto Eduardo A. Reidy, chegar\u00adamos ao piso superior e certamente poder\u00adamos ver esse jogo de avanos e recuos, de sedu\u00b5es e de divrcios que desde muito cedo se deu entre aquilo a que chamamos cultura erudita e arte dos no-artistas, na qual tambm se inserem as culturas populares.<br \/>\nA proposta no foi adiante, mas a reflexo cr\u00adtica mantm-se pertinente. A sua ideia de rasurar hierarquias e fundar di\u00a1logos abriu o nosso olhar a novas categorias estticas, objetos, gestos e imagens considerados at ento interditos no mundo da arte.<br \/>\nAinda assim, e conquistadas muitas batalhas importantes no temos a guerra ganha. \u2030 comum a sensao de esgotamento da produo art\u00adstica contempor\u00a2nea, e face a essa situao generalizada  necess\u00a1rio dar respostas que possibilitem a oxigenao dos velhos discursos. Curiosamente as produ\u00b5es dos artistas naive, populares, alienados tm vindo a suscitar um interesse cada vez maior, neste processo.<br \/>\nMuito nos distancia do modo como as vanguardas assimilaram os velhos primitivos. Na verdade, j\u00a1 no estamos a olhar a arte dos alienados da forma que Hans Prinzhorn o fez, nem procurando nas cores populares novidades para a paleta modernista. Aquilo que, julgo, ainda se processa neste vai-e-vem incessante  que existem possibilidades de expanso da arte dentro desta troca de olhares.<br \/>\nO trabalho de Kristofer Paetau nesta exposio  arguto ao apontar alguns questionamentos. Uma vez mais tira-nos da rede onde est\u00a1vamos tranquilamente a descansar, com fina ironia e sarcasmo.<br \/>\nNo  a primeira vez que aborda o objeto arte, mercado ou histria, bem pelo contr\u00a1rio. Conjuntamente com Ondrej Brody, tem vindo a constituir um conjunto de utens\u00adlios cr\u00adticos que vale a pena revisitar.<br \/>\nCordel de Arte Contempor\u00a2nea Brasileira  o seu ltimo trabalho, desta vez a solo, mas fruto de uma rede de colabora\u00b5es e parcerias significativas.<br \/>\nO cordel  um gnero liter\u00a1rio popular de rima muito disseminado nas feiras do Nordeste do Brasil, onde os cordelistas se apresentam com as suas msicas e os seus folhetos, satirizando as mais diversas tem\u00a1ticas, do quotidiano \u00a0 pol\u00adtica internacional.<br \/>\nPara a realizao deste trabalho Paetau convidou Isael de Carvalho, autor de famosos cordis na Feira de S. Cristovo (Rio de Janeiro), para juntos criarem um guio sobre 5 artistas fundamentais da arte brasileira: L. Clark, H. Oiticica, N. Leirner, A. Barrio, Cildo Meireles, Tunga e Ernesto Neto. Miguel Bezerra  o repentista que d\u00a1 a voz \u00a0 ao bem-humorada destes personagens, cujo v\u00addeo se desenrola no MAM-Rio, importante museu que tem nas suas cole\u00b5es trabalhos dos artistas brasileiros referidos.<br \/>\nA narrativa cumpre, na preciso, os cdigos da mtrica e da rima do cordel, e denota que a sua construo foi fruto de um estudo da matria.<br \/>\nDe toda a sequncia uma conexo nos fica registrada. Miguel Bezerra dentro do MAM-Rio a cantar Hlio Oiticica, o pai herico, que na mostra Opinio 65 (1965) foi proibido de entrar no museu conjuntamente com os passistas da escola de samba da Mangueira. Uma conexo que revela um paradoxo. Por um lado, as condi\u00b5es de possibilidade e de expanso da arte, no caso atravs da intertextualidade e do uso da tecnologia. Por outro, que no deixamos de ser modernos, no jogo de apropria\u00b5es e divrcios que ainda se d\u00a1 entre diferentes express\u00b5es culturais.<br \/>\nDos impasses vivemos.<\/h2>\n<h2><strong>Texto de Marta Mestre<\/strong>, curadora da exposio &#8222;Cordel da Arte Contempor\u00a2nea Brasileira de Kristofer Paetau&#8220; no\u00a0Espao Cultural Municipal Srgio Porto, Rio de Janeiro, 2012.<\/h2>\n<h2><a href=\"http:\/\/old.brodypaetau.com\/downloads\/\/2009\/10\/blackspace_Mini1.png\"><br \/>\n<\/a><strong><\/strong><\/h2>\n<h3><a href=\"http:\/\/old.brodypaetau.com\/downloads\/\/2013\/02\/convite-expo-kristofer-final-impressao.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1064\" title=\"convite-expo Kristofer Paetau - Cordel da Arte Contempor\u00a2nea Brasileira de Kristofer Paetau\" src=\"http:\/\/old.brodypaetau.com\/downloads\/\/2013\/02\/convite-expo-kristofer-final-impressao.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"1067\" srcset=\"https:\/\/old.brodypaetau.com\/downloads\/2013\/02\/convite-expo-kristofer-final-impressao.png 800w, https:\/\/old.brodypaetau.com\/downloads\/2013\/02\/convite-expo-kristofer-final-impressao-224x300.png 224w, https:\/\/old.brodypaetau.com\/downloads\/2013\/02\/convite-expo-kristofer-final-impressao-767x1024.png 767w, https:\/\/old.brodypaetau.com\/downloads\/2013\/02\/convite-expo-kristofer-final-impressao-123x165.png 123w, https:\/\/old.brodypaetau.com\/downloads\/2013\/02\/convite-expo-kristofer-final-impressao-457x610.png 457w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/old.brodypaetau.com\/downloads\/\/2009\/10\/blackspace_Mini1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"blackspace_Mini\" src=\"http:\/\/old.brodypaetau.com\/downloads\/\/2009\/10\/blackspace_Mini1.png\" alt=\"\" width=\"2\" height=\"14\" \/><\/a><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: left;\">Texto do Cordel da Arte Contempor\u00a2nea Brasileira:<\/h3>\n<h2 style=\"text-align: left;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Introduo: Poticas Poticos<\/strong><\/span><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\">Procurar novos caminhos<br \/>\npara expressar a arte<br \/>\nda inquietao humana<br \/>\nna certa sempre fez parte,<br \/>\ncada artista se expressa<br \/>\nportando seu estandarte.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\">No caso das artes pl\u00a1sticas<br \/>\nveio o neoconcretismo<br \/>\nreagindo ao ortodoxo,<br \/>\ninsens\u00advel concretismo<br \/>\ncontrariando atitudes<br \/>\ndo antigo positivismo.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\">Fim da dcada de cinquenta<br \/>\nnasceu esse movimento,<br \/>\nbrasileiro genu\u00adno<br \/>\nde legitimo fundamento,<br \/>\nda mistura desse povo<br \/>\n um nobre documento.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\">A fam\u00adlia e a p\u00a1tria<br \/>\nnas\u00a0 exposi\u00b5es do mundo<br \/>\nde arte contempor\u00a2nea<br \/>\nleva ao pensar profundo<br \/>\ndas poticas e do potico<br \/>\ndaqui do Rio oriundo.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\">Na arte brasileira<br \/>\ntem um termo onipresente<br \/>\nque deveras me incomoda<br \/>\npor no ser conveniente.<br \/>\nEm discurso acadmico<br \/>\nse tornou um termo endmico<br \/>\nfalado continuamente.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\">Ningum parece saber<br \/>\nde onde foi que surgiu<br \/>\na palavra que do nada<br \/>\nalgum louco sugeriu.<br \/>\nNem seu significado<br \/>\nnunca foi bem explicado,<br \/>\nmas muita gente engoliu.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\">Das poticas poticos<br \/>\nat mesmo em editais<br \/>\nj\u00a1 se falam definindo<br \/>\nnossas artes visuais.<br \/>\nPra surpresa do ouvinte<br \/>\nesse termo que  acinte<br \/>\nsurge at nas bienais.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\">Me parece que as poticas<br \/>\ntomou conta no geral,<br \/>\nfotografia, escultura,<br \/>\ntoda arte visual.<br \/>\nHoje tudo  potica<br \/>\nficou de lado a esttica,<br \/>\nno acho isso legal.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\">Eu considero um crime,<br \/>\nessa  minha opinio,<br \/>\nverdadeira poesia<br \/>\ncarece de inovao.<br \/>\nO potico do passado<br \/>\nhoje  banalizado,<br \/>\ntem outra conotao.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\">Hoje em dia no Brasil<br \/>\neu acho estranho demais,<br \/>\nao fazer o seu mestrado<br \/>\nno  artes visuais.<br \/>\nArte virou poticas<br \/>\ne nessas trocas patticas<br \/>\na arte andou pra tr\u00a1s.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\">Esse termo est\u00a1 bem longe<br \/>\nde ser uma teoria<br \/>\npara generalizar<br \/>\ntoda e qualquer poesia.<br \/>\nNas belas artes bem menos<br \/>\ndo que nos outros terrenos<br \/>\nesse termo tem valia.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\">Se Horacio e Aristteles<br \/>\nao termo fez referncia,<br \/>\nno quer dizer que devamos<br \/>\ndeturpar a sua essncia.<br \/>\nPor um medo das estticas<br \/>\nse tornou ento poticas:<br \/>\npoesia teve falncia.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Lygia Clark: a me experimental<\/strong><\/span><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\">A mineira Lygia Clark,<br \/>\na me experimental,<br \/>\na participao pblica<br \/>\nachava fundamental<br \/>\nnas obras que ela criou<br \/>\nde cunho sensorial.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\">Se dizia no-artista<br \/>\nessa grande escultora<br \/>\ne que alm de tudo era<br \/>\numa ex\u00admia pintora,<br \/>\nsendo objeto de estudo<br \/>\npra uma pesquisadora.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\">Maria Alice Millet<br \/>\npesquisou e concluiu<br \/>\nque a Lygia Clark o seu<br \/>\ngrande nome construiu<br \/>\ndesmistificando a arte<br \/>\na sua obra fluiu.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\">Sua obra interativa<br \/>\nprovocava emo\u00b5es<br \/>\nquem dela participava<br \/>\ntinha grandes sensa\u00b5es,<br \/>\nas suas obras propunham<br \/>\nprofundas percep\u00b5es.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Hlio Oiticica: o pai herico<\/strong><\/span><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\">Na arte contempor\u00a2nea<br \/>\nlogo se sabe quem<br \/>\no seu nobre pai herico<br \/>\nque fez do parangol<br \/>\num marco no meu Brasil<br \/>\nigual aos gols de Pel.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\">Grande Hlio Oiticica<br \/>\nque ao morro da Mangueira<br \/>\nse integrou fazendo arte<br \/>\ncem por cento brasileira,<br \/>\ntrazendo as inova\u00b5es<br \/>\npara a estao primeira.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\">Quase toda sua obra<br \/>\num incndio destruiu,<br \/>\num acervo milion\u00a1rio<br \/>\nque igual nunca se viu,<br \/>\npreju\u00adzo imensur\u00a1vel<br \/>\nque o mundo todo sentiu.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\">Mas a genialidade<br \/>\nque marcou a trajetria<br \/>\ndesse artista incompar\u00a1vel<br \/>\nno sair\u00a1 da memria<br \/>\nde quem admira arte<br \/>\ne a registra na histria.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Nelson Leirner: o padrinho pop<\/span><\/strong><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\">A arte contempor\u00a2nea<br \/>\ntem tambm o seu padrinho,<br \/>\no genial Nelson Leirner.<br \/>\nQue j\u00a1 nasceu no caminho,<br \/>\nv\u00a1rios parentes artistas<br \/>\nnascido no mesmo ninho.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\">Um criador de polmicas<br \/>\nde espirito vanguardista,<br \/>\nbuscando atingir as ruas<br \/>\nbotou sua obra a vista<br \/>\nprovocando indaga\u00b5es<br \/>\nsobre a obra do artista.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\">Ao regime militar<br \/>\nNelson Leirner criticou<br \/>\ne ao sistema de arte<br \/>\ncom fineza ironizou,<br \/>\numa obra interativa<br \/>\no juizado censurou.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\">Usando coisas comuns<br \/>\ncompradas at na feira,<br \/>\ncriava penduricalhos<br \/>\nparecendo brincadeira,<br \/>\nmas a coisa era sria,<br \/>\narte muito brasileira.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Artur Barrio: o filho adotivo<\/strong><\/span><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\">Eu sou defensor ferrenho<br \/>\nda arte bem brasileira,<br \/>\npor muitas vezes critico<br \/>\na invaso estrangeira,<br \/>\nmas se arte  relevante<br \/>\nesqueo qualquer fronteira.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\">Artur Barrio  artista<br \/>\nque  luso-brasileiro,<br \/>\nnascido em Portugal<br \/>\nmas no Rio de Janeiro<br \/>\nvive e faz a sua arte<br \/>\nse espalhar no mundo inteiro.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\">Com materiais org\u00a2nicos<br \/>\nrealiza interven\u00b5es<br \/>\nnos espaos das cidades<br \/>\ncausando admira\u00b5es<br \/>\nem quem v as suas obras<br \/>\nde grandes repercuss\u00b5es.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\">A obra Livro de Carne<br \/>\nse tornou bem conhecida,<br \/>\nem Paris e em So Paulo<br \/>\ncom sucesso exibida,<br \/>\nquem sabe por ser efmera<br \/>\ncomo  a prpria vida.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Cildo Meireles: o filho prdigo<\/strong><\/span><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\">Na arte contempor\u00a2nea<br \/>\no Cildo Meireles tem<br \/>\ngrande reconhecimento<br \/>\nque vai mesmo muito alm<br \/>\ndas fronteiras das Amricas<br \/>\ne da Europa tambm.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\">Esse artista carioca<br \/>\nao dez anos de idade<br \/>\nse mudou para Bras\u00adlia<br \/>\ne teve a felicidade<br \/>\nde esculturas e m\u00a1scaras<br \/>\nver na universalidade.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\">Essas preciosidades<br \/>\nproduzidas em Dakar,<br \/>\nfizeram Cildo Meireles<br \/>\npor elas se admirar<br \/>\ne o Grupo Neoconcreto<br \/>\nconheceu para somar.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\">Criticando a ditadura<br \/>\nesse artista atuou,<br \/>\nno projeto Coca-Cola<br \/>\na sua arte inovou,<br \/>\na frase yankees go home<br \/>\nna garrafa registrou.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Tunga: o filho querido aguerrido<\/strong><\/span><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\">Ant\u00b4nio Jos de Barros,<br \/>\ncomo Tunga conhecido,<br \/>\n escultor, desenhista,<br \/>\num ator bem aguerrido,<br \/>\ntambm fez arquitetura<br \/>\nesse filho to querido.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\">\u2030 filho do escritor<br \/>\nGeraldo Melo Mouro,<br \/>\ntratou de temas ousadas<br \/>\ncomo a masturbao,<br \/>\nainda mais sendo infantil<br \/>\ntrouxe ao tema ateno.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\">Peas tridimensionais<br \/>\nrealiza com sucesso,<br \/>\ncorrentes, fios e l\u00a2mpadas<br \/>\nfazem parte do processo<br \/>\nde criao desse gnio<br \/>\ncada vez com mais progresso.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\">Seja nas curvas de tnel,<br \/>\nseja um simples tecido<br \/>\nou nas tranas dos cabelos<br \/>\nas artes ganham sentido<br \/>\nse o artista  destinado<br \/>\na ser bom, ser conhecido.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Ernesto Saboia: o Neto bem sucedido<\/strong><\/span><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\">Artista bem sucedido<br \/>\nErnesto Saboia Neto,<br \/>\nsuas obras abstratas<br \/>\nlhe traz sucesso concreto,<br \/>\nmostrando finas membranas<br \/>\nfixadas pelo teto.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\">Usando malhas translcidas<br \/>\nque \u00a0s vezes so preenchidas<br \/>\ncom v\u00a1rias especiarias<br \/>\ncheirosas e coloridas,<br \/>\ncom pequenas aberturas<br \/>\npara serem mais sentidas.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\">Tambm cria labirintos<br \/>\nno qual cada visitante<br \/>\npode entrar, interagir,<br \/>\na todo e qualquer instante,<br \/>\naluso ao corpo humano<br \/>\nna sua obra  constante.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\">Ernesto participou<br \/>\nde diversas bienais,<br \/>\npelos cinco continentes<br \/>\nregistrando nos anais<br \/>\nda arte contempor\u00a2nea<br \/>\nseu nome entre os demais.<\/h2>\n<h3><a href=\"http:\/\/old.brodypaetau.com\/downloads\/\/2009\/10\/blackspace_Mini1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"blackspace_Mini\" src=\"http:\/\/old.brodypaetau.com\/downloads\/\/2009\/10\/blackspace_Mini1.png\" alt=\"\" width=\"2\" height=\"14\" \/><\/a><\/h3>\n<p><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cordel da Arte Contempor\u00a2nea Brasileira O artista finlandes Kristofer Paetau lana o convite ao cordelista Isael de Carvalho, e apresenta-nos, atravs da rima popular, os elementos da &#8222;fam\u00adlia&#8220; da arte contempor\u00a2nea brasileira: desde Lygia Clark a me experimental at ao Neto (Ernesto) bem sucedido. A narrativa cantada pelo repentista Miguel Bezerra no Museu de Arte [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":69,"menu_order":16,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"class_list":["post-1074","page","type-page","status-publish","hentry"],"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/old.brodypaetau.com\/de\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1074","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/old.brodypaetau.com\/de\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/old.brodypaetau.com\/de\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/old.brodypaetau.com\/de\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/old.brodypaetau.com\/de\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1074"}],"version-history":[{"count":41,"href":"https:\/\/old.brodypaetau.com\/de\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1074\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1995,"href":"https:\/\/old.brodypaetau.com\/de\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1074\/revisions\/1995"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/old.brodypaetau.com\/de\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/69"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/old.brodypaetau.com\/de\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1074"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}